Não parecia possível que o Cruzeiro conseguisse repetir seu feito de meter cinco gols no time zebrado, pois o adversário tinha melhorado muito de um ano para o outro, e até terminou em primeiro na fase de pontos corridos do campeonato mineiro. Mas quando chegou o primeiro mata-mata da final, o Cruzeiro mostrou quem era quem, ali no campo. Tratou de dominar logo o jogo e submeteu o Atlético de novo à pressão do ano passado. Os gols foram chegando e a torcida alvinegra sumindo, deixando o vermelho das cadeiras tomar conta do lado atleticano. Enquanto que do outro lado, o azul não cabia mas dentro do Mineirão e se expandia para todo o Estado. Foi emocionante ver aquele time levantar a taça pela segunda vez consecutiva! Ano que vem tem mais... tomara que o time ganhe bem novamente!
Entrando no clima do jogo contra o Santos no domingo (16/08/09), essa parte do blog foi criada justamente para lembrar as partidas históricas do Cruzeiro contra seus adversários atuais. A partida mais emocionante para a torcida cruzeirense contra o Santos, foi na final da Taça Brasil de 66, em que as equipes se enfrentaram e mudaram a história do futebol nacional, acabando com a exclusividade do eixo Rio-São Paulo. O Cruzeiro incluiu Minas Gerais definitivamente nas mais importantes competições nacionais e internacionais.
Time do Cruzeiro de 1966 (Academia celeste):
Em pé: Pedro Paulo, Neco, Piazza, Willian, Procópio e Raul. Agachados: Natal, Tostão, Davi (Evaldo), Dirceu Loper e Hilton.
Time do Santos de 1966:
Em pé: Lima, Zito, Geraldino, Joel Camargo, Mauro e Laércio. Agachados: Peixinho, Mengálvio, Toninho Guerreiro, Pelé e Pepe.
A final deste campeonato foi uma história heróica de superação, o Cruzeiro venceu o time do Santos que estava em alta - era o melhor do mundo, tinha pelé e foi pentacampeão da Taça Brasil. Os heróis celestes golearam o Santos dentro do Mineirão por 6a2 e ganharam de virada por 3a2 no Pacaembu.
Opinem na enquete: Qual o melhor time? Cruzeiro de 1966 ou Cruzeiro de 2003.
No futebol, a pessoa que mais sofre pressão é o técnico. Quando a fase é boa ninguém se lembra dele... Vêm apenas os jogadores, os craques da bola que fazem gols memoráveis e dão orgulho para toda a torcida. É claro que o futebol sem eles, não é futebol. São eles que nutrem a paixão dos torcedores e fazem com que saiam de suas casas em plena tarde de domingo. Mas é importante ver quem está por trás de todo o processo de treinamento dos atletas. As pessoas que articulam, que fortalecem e transformam 11 marmanjos, em ídolos incontestáveis. É o técnico e sua comissão que fazem este trabalho. E seu trabalho é prejudicado quando a fase da equipe que comanda não é tão boa.
Após perder o segundo jogo da final da Libertadores de 2009, parte da torcida cruzeirense simplesmente esqueceu quem colocou o time na final da competição sulamericana. Esqueceram do técnico bi-campeão mineiro e finalista de Libertadores. Não lembram também da boa campanha no campeonato brasileiro do ano passado e que é o técnico mais vitorioso que dirigiu o Cruzeiro em Libertadores. Adílson Dias Batista conquistou 12 vitórias contra 11 de Zezé Moreira - técnico que conquistou a Libertadores de 1976.
Marquinhos Paraná e Leonardo Silva são revelações de Adílson. Outros jogadores como Ramires, Guilherme, Marcelo Moreno, Fábio, Wagner, Jonathan e Fabrício tiveram momentos de glória com o técnico.
No campeonato brasileiro deste ano o Cruzeiro começou com vitórias mas logo depois o time não aguentou o ritmo de duas competições paralelas e desceu muitas posições na tabela de classificação. Parte da torcida pegou muito no pé e junto com a impressa galinácea, quase desbancou o treinador do cargo. Mas esta não é primeira vez que o técnico enfrenta a pressão e as dificuldades dando a volta por cima. Ano passado, o Cruzeiro ficou em terceiro no brasileirão e tinha boas chances de ser campeão. Adíson Batista sofreu com os xingamentos nas arquibancadas e com os pedidos para que se retirasse do cargo. Felizmente, ele não se deixou abalar e suportou novamente as complicações da carreira. Tenho muita admiração por Adílson e acredito que a maior parte da torcida cruzeirense sente o mesmo.
Continue com sua criatividade e com sua garra na frente do Cruzeiro! Nós torcedores temos sorte de ter um técnico com tanta competência no comando do Maior de Minas.
Espresse sua opinião comentando em nosso blog! Você acha que Adílson é realmente o grande vilão do Cruzeiro?
Parecia que o time não ia engrenar mais no campeonato brasileiro. Uma derrota atrás da outra já fazia o torcedor se descontentar com o técnico Adílson Batista - como se a culpa fosse somente dele - mas para por um fim a essa fase negra em 2009, o Cruzeiro venceu o Coritiba fora de casa e distanciou-se um pouco dos times próximos à zona da degola. O Coxa, por sua vez, teve sua situação ainda mais complicada no campeonato por estar na zona de rebaixamento com 16 e por perder o técnico René Simões.
Espero que essa vitória sirva realmente como motivo para o time não descer mais no campeonato. A situação celeste ainda não é boa, mas a vitória deste domingo foi muito animadora. Foi um verdadeiro presente de dia dos pais, para os papais celestes que nunca abandonam o Cruzeiro e nos contam suas belas histórias junto com os times de antigamente. Quero deixar aqui um abraço para meu pai Ricardo Gomes, que também é cruzeirense apaixonado!
Os gols do Cruzeiro neste domingo foram feitos por Wellington Paulista - de pênalti, aos 20 minutos do primeiro tempo e aos 10 minutos do segundo tempo quando o atacante acertou um chutaço no ângulo do gol de Edson Bastos. O último gol celeste foi marcado por Thiago Ribeiro em um belo lance que o jogador driblou o goleiro adversário e enfiou para o gol livre.
O próximo duelo do Cruzeiro será domingo contra o Santos, no Mineirão, às 18:30.
Motivo: 18ª rodada do Campeonato Brasileiro Data: 09/08/2009 Local: estádio Couto Pereira, em Curitiba-PR Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP) Público: 11.485 pagantes Renda: R$ 160.350 Gols: Wellington Paulista aos 20 min do primeiro tempo e aos 10 min do segundo tempo. Thiago Ribeiro, aos 5 min, e Marcelino Paraíba aos 24 min do segundo tempo.
CORITIBA Edson Bastos, Jeci, Jaílton e Cleiton,; Márcio Gabriel, Leandro Donizete, Douglas Silva (Willian), Marcelinho Paraíba e Carlinhos Paraíba (Leozinho) ; Marcos Aurélio e Thiago Gentil (Bruno Batata). Técnico: René Simões
CRUZEIRO Fábio; Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva e Diego Renan; Fabrício (Fabinho), Henrique, Marquinhos Paraná e Athirson (Gilberto); Thiago Ribeiro e Wellington Paulista (Soares). Técnico: Adilson Batista
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